Instituto das Comunidades Educativas
Âmbito, Organização e Formas da Intervenção do ICE
Com um âmbito nacional – está ou esteve presente em 65 concelhos distribuídos por 17 dos 18 distritos do Continente - a intervenção continuada do ICE assume no presente três formas distintas:.- Os Pólos de Desenvolvimento, iniciativas permanentes orientadas para a potencialização do património natural, cultural e construído enquanto factor de animação do local e de resocialização dos seus habitantes o que, por regra, implica uma reorientação funcional desse Património transformado que é em fonte de (etno)turismo e de promoção de actividades de lazer e cultura. È esse o caso, entre muitos outros: do Museu Rural de Alpalhão; do Roteiro de Artesãos de Nisa; da Quinta de Educação e Ambiente da Lagoa de Santo André; da Rota Museu do Vinho e da Vinha de Colares; ou da Rota da Pedra da Região dos Mármores de Sintra..- Os Projectos centrados em problemáticas especificas (causas), emergentes quer de situações de exclusão quer de temáticas e/ou questões mobilizadoras da vontade das pessoas e que assumem um âmbito local e ou nacional. É esse o caso, por exemplo; do “Antes que Seja Tarde” que tem por objectivo a intervenção precoce; do “Entrelaçar” que se propõe promover a saúde em alguns bairros periféricos da grande Lisboa; do “Nómada” voltado para a etnia cigana; do “Prazer de Ler” que se propõe induzir o gosto de crianças, jovens e adultos pela leitura e a escrita; ou do “Do Longe Fazer Perto” que investe na intercomunicação entre escolas e na relação escola comunidade..- Os Projectos de Desenvolvimento Local Integrado, marcados por uma abordagem sistémica, transversal, de uma dada aldeia ou de um dado bairro periférico. Existentes um pouco por todo o lado, referiram-se pela visibilidade alcançada; o “Projecto Local de Covas do Monte”; o Projecto Local do Lorvão” (este constituído em torno de um pólo de desenvolvimento); e o “Projecto Integrado da Baixa da Banheira” que vem tendo como principal motor o vasto movimento associativo que caracteriza a freguesia. Neste número, se pode incluir também, o “Projecto Laço” em curso no Bairro de Stª Filomena e que se vem transformando de proposta de formação de pais num processo de desenvolvimento local. Da mesma forma, em sentido idêntico se orientam os CAFAPS que o ICE se propõe organizar em alguns territórios..Apesar de diferentes, estas três formas de intervenção têm por denominador comum o facto de as crianças surgirem sempre como protagonistas decisivos em todo o processo..O acompanhamento destas três formas de intervenção faz-se, tendencialmente, no quadro de regiões, cada uma das quais coordenada por uma equipa integrada quer por técnicos afectados ao ICE quer por voluntários quer por elementos de instituições parceiras. Em 2009 estavam consolidadas e em funcionamento 8 regiões a que correspondem 26 concelhos (isto não se tendo presente os concelhos onde a presença do ICE é mais pontual ou onde de facto as dinâmicas se autonomizaram).. - Alentejo Litoral (Grândola, Odemira e Santiago do Cacém) - Minho (Viana do Castelo) - Nordeste Alentejano (Arronches, Campo Maior, Elvas, Monforte, Nisa e Portalegre) - Nordeste Transmontano (Vinhais) - Península de Setúbal (Moita e Setúbal) - Região Centro (Águeda, Cantanhede, Coimbra, Oliveira do Hospital, Penacova, São Pedro do Sul e Vouzela) - Região Oeste (Caldas da Rainha, Marinha Grande e Óbidos) - Região Saloia (Sintra e, por extensão, Amadora e Lisboa).Para além desta intervenção territorializada e com carácter permanente há ainda a referir iniciativas pontuais que o ICE organiza ou em que está implicado: . - por um lado os EVENTOS (de que são exemplo os Sábados no Monte na Lagoa de Santo André; a Feira de Projectos da Moita; a Feira de Artesanato do Lorvão ou a MANIFESTA); . - e por outro, os ENCONTROS (de que são exemplo Os Encontros LUSO ESPANHOIS do Nordeste Alentejano ou o grande Seminário “Desafios da Interioridade e das Periferias” realizado em Nisa em 2007).A divulgação da reflexão sobre a intervenção está na base de um número significativo de publicações de que se destacam: - Boletim o “ICE Infor” de que saíram 33 números. - Os “Cadernos ICE” de que se editaram 9 números. - A “Folha Informativa” que vai no número 3. - Vários relatórios e programas de acção. - Diversas Brochuras nascidas por iniciativa dos projectos. - Boletins de Projectos e Regiões.
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